Um salário mínimo ridículo é o melhor indicador de um governo ridículo.

O salário mínimo no Brasil será de R$ 788,06 no Brasil a partir de 2015, disse hoje Miriam Belchior, ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão. Ridículo, mas proporcional ao desenvolvimento conquistado pelo atual governo, igualmente ridículo.

 

Charge2011-salarioSabe como é calculado o salário mínimo? Não? Pois bem, o salário mínimo é calculado com base no desenvolvimento do país, ou seja, se o país vai bem, o salário aumenta.

O cálculo do salário mínimo é baseado na Lei 12.382, aprovada em 2011, que formaliza um acordo feito pelo ex-presidente Lula com centrais sindicais em 2007.

Ela determina que o aumento do salário mínimo deve incorporar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes somado com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de baixa renda, nos doze meses anteriores ao reajuste.

O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2013 e o INPC registrou alta de 6,3% até julho de 2014, o que determina para o aumento no salário mínimo, 64 reais a mais em relação aos R$ 724 do salário mínimo atual, ou seja, um aumento nominal de 8,8%.

A dita Lei que determina esse tipo de reajuste, expirará logo. 2015 é o último ano de vigência da lei, mas uma prorrogação até 2019 já está em tramitação no Senado.

Em abril, o PSDB e o Solidariedade entraram com um projeto na Câmara dos Deputados para estender a regra. A presidente Dilma Rousseff, do PT, Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB, se comprometeram durante a campanha a manter a atual política de valorização.

Fonte:   inCompartilhar

 

 

Economia brasileira “encolheu” 1% por culpa da Copa.

Dizem que mentira tem perna curta, mas corre que uma desgraça correto? Correto, mas o rastro que a bicha deixa é SEMPRE descoberto por quem está atento.

charge0338A economia brasileira teve forte retração no segundo trimestre, indicam dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (15). Criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) registrou queda de 1,2% entre abril e junho, na comparação com o trimestre anterior. Foi a maior contração desde o primeiro trimestre de 2009 (-2,67%), quando o país sentia os efeitos da crise financeira internacional. A comparação foi feita pelo indicador dessazonalizado, ou seja, sem influência das variações por época do ano.

Os números revisados do BC indicam ainda que a economia brasileira já pode estar em recessão técnica – que se caracteriza por dois trimestres consecutivos de queda do PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Foi o maior recuo do nível de atividade desde o 1º trimestre de 2009.

Em junho, mês da Copa, houve queda de 1,48% no nível de atividade.

Fico me perguntando sobre a justificativa para essa queda. Seria por causa do “pessimismo” do mercado brasileiro? Ou seria simplesmente por que a Copa NUNCA representou qualquer crescimento para qualquer país que fosse?

Tirando quem vive de vender cerveja, carvão e carne para churrasco, apenas lucrou com a Copa, os gigantescos barões das grifes internacionais relacionadas ao esporte. O comércio e a indústria, sofreram com a improdutividade causada pela grande quantidade de “feriados” e pelo “sumiço” dos consumidores de um Brasil parado, em frente às televisões sintonizadas nas vexatórias atuações da seleção brasileira.

Fontes:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/previa-do-pib-tem-retracao-de-12-no-segundo-trimestre-de-2014.html

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/08/1501678-para-ministro-da-fazenda-copa-derrubou-pib-do-1-semestre.shtml

 

 

O Brasil regrediu nos últimos 13 anos, mas faz de conta que progrediu.

Cada país faz suas escolhas: a nossa foi pela violência epidêmica

Publicado por Luiz Flávio Gomes5 horas atrás

Não existe um departamento na ONU que distribua a violência de forma igualitária para todas as nações do mundo. Cada país, em grande medida, faz suas próprias escolhas históricas: socioeconômicas, educativas, formas de controle social, tipos de policiamento, funções e treinamento desse policiamento, a seleção dos casos e dos réus que serão enviados para os juízes, o aproveitamento ou o aniquilamento da sua juventude etc.

Feitas as escolhas pelas elites dominantes (escolas ou prisões, tecnologia de ponta ou favelização, ciência ou crenças populares, aprimoramento da mão de obra do jovem ou o seu extermínio etc.), sabe-se o patamar de violência correspondente. Hoje tudo isso já é nitidamente quantificável.

Qual a relação que existe entre desigualdade, baixa qualidade de vida, ridícula escolarização, renda per capita insuficiente e a violência hiper-epidêmica? A seguinte (extraída da análise do IDH – que mede a escolaridade, expectativa de vida e renda per capita -, Gini – que mede a desigualdade de cada país – e os homicídios): veja a tabela com os dados aqui

A média do 1º grupo é 1,6 mortes para cada 100 mil pessoas. Mas no mundo mais civilizado e distributivo existe um paraíso invejável que conta com menos de 1 assassinato para cada 100 mil pessoas: trata-se dos países escandinavos (Dinamarca, Suécia, Finlândia, Islândia e Noruega) ou que estão em processo de escandinavização (Austrália, Nova Zelândia, Alemanha, Holanda, Belgica, Coreia do Sul etc.). Para comparar, vejamos os números do Brasil

Com IDH de 0,744 estamos no segundo grupo e muito longe de alcançar o primeiro (que começa com 0,800). Pior: nosso progresso tem sido muito lento (nos anos 80, nosso aumento médio do IDH – 0,545 era em 80 – foi de apenas 1,16% por ano, ritmo que diminuiu para 1,10% nos anos 90; entre 2000 e 2013, o acréscimo foi de 0,67% e, desde 2008, o Brasil perdeu quatro posições, enquanto a China avançou dez – Globo 25/7/14: 17). Estando no segundo grupo (que vai de 0,700 a 0,799), não é de se estranhar que o Brasil tenha alta violência, a ponto de amedrontarem os juízes (que a cada dia se distanciam da força do direito para se preocuparem com o direito à força).

Estamos muito além da média de 11,3 homicídios para cada 100 mil pessoas (nossa taxa é de 29 para 100 mil, quase três vezes mais, o que justifica falarmos em violência hiper-epidêmica). Mas por que o Brasil destoa do seu grupo e conta com violência hiper-epidêmica?

Porque, desde logo, nossa desigualdade é obscênica (0,519 no Gini). A desigualdade média do grupo do Brasil é de 42,7 ou 0,427 (no Gini). O Brasil é quase dez pontos mais que isso. Qualidade de vida precária + desigualdade obscênica = violência hiper-epidêmica (hiper-epidêmica por várias razões, claro: desigualdade, anomia crônica, ausência da certeza do castigo etc.).

De qualquer modo, convém ressaltar que o fenômeno da violência não é exclusividade do Brasil. Hoje, é praticamente mundial, porque no mundo conturbado, violento, autoritário e conflitivo em que vivemos, de profunda anomia (crise ou desmoronamento das normas e dos valores), em lugar do império da lei e do Estado de direito (idealizado para a contenção da violência), vem predominando o Estado de exceção ou o subterrâneo, que são irrigados pelo estado de polícia, que jamais deixou de existir paralelamente ao Estado de direito, elegendo antes o “inimigo” da vez, porque sem um inimigo não se pode por em movimento a maquinaria da guerra (sanguinária, torturante e genocida) (veja Zaffaroni 2012/2: 16 e ss.). A boa notícia é que a violência não é uma lei física ou implacável da natureza (como a lei da gravidade). Tudo que o humano faz, ele pode desfazer.

Luiz Flávio Gomes

Luiz Flávio Gomes

Professor

Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). [ assessoria de comunicação e imprensa +55 11 991697674 [agenda de palestras e entrevistas] ]

Fonte: Jusbrasil

 

Na terra das Pizzas, TCU isenta Dilma e conselheiros por Pasadena, e PGR arquiva investigação.

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Brasília – O governo conseguiu hoje (23) duas vitórias em relação à apuração da operação de compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Durante sessão do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada nesta tarde, os conselheiros votaram conforme o relator do processo que avalia o caso no tribunal, ministro José Jorge Vasconcelos. E consideraram que a presidenta Dilma Rousseff e os demais integrantes do Conselho de Administração da estatal em 2006 – ano em que foi efetivado o negócio – não devem ser responsabilizados pelos prejuízos e eventuais irregularidades observadas.

Fonte: Rede Brasil Atual

Prova contra Tucano? Só no Ibama.

Metro-pelicano

 

Não bastassem todas as provas de incompetência e de avidez pelo retrocesso demonstradas pelo PSDB no governo de São Paulo, ainda sente-se exalando fétidamente um odor da mais podre das pizzas servidas rotineiramente ao povo brasileiro.

Dessa vez, esse fedor diria respeito às acusações sofridas pelo partido Tucano, relativas à formação de cartel nas licitações do Metro de São Paulo.

José Serra, gestor nas épocas de referência às acusações, seria “inocentado” por falta de provas, ou seja, ele é “técnicamente honesto”.

Segundo noticiado, perícia do Setor Técnico do Ministério Público de São Paulo descarta ter havido formação de cartel no único dos cinco projetos paulistas denunciados pela empresa Siemens firmado na gestão do ex-governador José Serra (PSDB).

A multinacional alemã denunciou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) cinco projetos em que sustenta ter havido a prática anticompetitiva no setor metroferroviário de São Paulo. Um foi assinado em 2000, no segundo mandato de Mário Covas (PSDB), três nos dois primeiros governos de Geraldo Alckmin (PSDB), entre 2001 e 2006, e o último projeto na gestão Serra (2007-2010).

Os técnicos da Promotoria sustentam que o negócio, aquisição de 384 carros da empresa espanhola CAF, é o único em que não houve acerto. Para os peritos, “o cartel formado pelas empresas Siemens, Alstom, Mitsui e Hyundai-Rotem não obteve êxito em fraudar a licitação tendo em vista, especialmente, a participação da CAF, empresa estranha ao cartel”.

A análise pericial fortalece a versão de Serra, de que atuou contra o cartel nesta licitação. O tucano chegou a dizer que merecia a “medalha anticartel”. Leia mais no Estadão e Notícia livre